O desempenho escolar dos nascidos no final do ano.
O sucesso educacional é o resultado de vários fatores e é muito curioso pensar que o fato de nascer no final do ano possa condicionar a evolução acadêmica de uma criança.
Na Espanha, as crianças nascidas a cada mês de dezembro são inevitavelmente as mais jovens de suas turmas, enquanto as de janeiro estão na situação contrária. As crianças nascidas no início do ano podem chegar a ter até onze meses a mais do que as crianças de uma turma e isso se reflete nas avaliações. Os dados mostram que as dificuldades aumentam à medida que os anos passam, embora sejam mais evidentes desde o início do Ensino Fundamental.
Os sistemas educativos não levam em consideração a idade evolutiva dos alunos, mas a cronológica, apesar dos anos letivos irem de setembro a junho e os critérios de avaliação serem os mesmos para todos, sem exceções ou adaptações.
O fato de as crianças nascerem em dezembro ou janeiro não significa que tenham menos habilidades devido a questões de temporalidade. O que acontece é que, ao agrupar todas as crianças, são aparentes diferenças de maturidade mental entre umas e outras, principalmente em idades precoces como os 3 anos.
Existe alguma solução?
A solução para esta situação deve ser implementada nos primeiros anos de educação da criança. O ideal seria que as crianças com essas características tivessem a oportunidade de ter uma educação mais personalizada nos primeiros anos de vida, ou seja, criar estratégias baseadas em jogos orientados, administração seletiva de estímulos e resolução de problemas de acordo com as necessidades de cada criança.
Outra solução é flexibilizar a idade mínima para a escolarização no Ensino Fundamental, organizando as salas por idade ou até mesmo formando grupos etários. Na Alemanha, há estudos que mostram que as crianças que começam o Ensino Fundamental com 7 anos em vez de 6, obtêm melhores resultados em leitura e acabam prolongando mais tempo seus estudos secundários.
Esse tipo de intervenção personalizada é muito mais produtivo do que um modelo de ensino padronizado e formal para neutralizar o efeito "mês de nascimento". Além disso, a diferença de idade entre as crianças da mesma turma seria de apenas seis meses e não de um ano como acontece atualmente.
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